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Fast Shop fecha lojas e adia pedidos após suposto ataque cibercriminoso

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A rede de lojas Fast Shop teria sido vítima de um ataque cibercriminoso na noite desta quarta-feira (22). O golpe teria atingido infraestruturas internas e sistemas de tecnologia, bem como dados de usuários e informações corporativas da companhia; até as plataformas de vendas teriam sido impactadas, com a empresa anunciando o fechamento de lojas e a suspensão de pedidos do e-commerce até o início da próxima semana.

Todas as informações sobre o caso estão sendo compartilhadas pelo Twitter, por onde a rede, inicialmente, anunciou a paralisação das atividades. Cerca de uma hora depois da publicação oficial, a conta da empresa na rede social também parecia comprometida, com os responsáveis pelo suposto ataque dando mais alguns detalhes sobre o que foi comprometido e até divulgando um link do Telegram por onde as negociações sobre o caso poderiam acontecer.

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Publicação no Twitter da Fast Shop anuncia fechamento de lojas e suspensão de pedidos no e-commerce; informações sobre suposto ataque vieram depois, supostamente pelas mãos dos próprios atacantes (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

De acordo com a publicação, o golpe teria acontecido três dias antes da publicação — ou seja, no domingo (19) —, atingindo tanto os sistemas de TI da Fast Shop quando infraestruturas de cloudcomputing. Informações em plataformas da Amazon Web Services, Azure e IBM teriam sido acessadas, entre outras, resultado na obtenção de códigos-fonte, dados de usuários e informações corporativas.


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Enquanto empresa não confirma ataque publicamente, publicação feita pelos supostos responsáveis no Twitter da própria loja dá detalhes e fala em negociação (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Até a manhã desta quinta (23), no momento em que essa reportagem é escrita, o site da Fast Shop seguia no ar e sem desfiguramentos, mas apresentava dificuldades para mostrar banners de destaque e outros elementos. No celular, o app da loja para iOS não exibe produtos e telas internas, enquanto parece carregar normalmente no Android. Por outro lado, as páginas da rede em outras redes sociais, como Instagram e Facebook, não exibem mensagens em nome do responsáveis pelo suposto ataque, nem falam oficialmente sobre ele.

O Canaltech tentou contato com a empresa, mas ela ainda não havia respondido até a publicação desta reportagem.

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Fonte: Canaltech