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Inglaterra é 1° país do mundo a exigir carregador de carros em casas novas

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A Inglaterra tem como meta proibir a comercialização de carros movidos a diesel ou gasolina a partir de 2030 e, com isso, eliminar as emissões de gases de efeito estufa até 2050. Para alcançar esse objetivo, aprovou uma legislação que obrigará que todas as novas propriedades já venham com pontos de carregamento de veículos elétricos (EV) a partir de 2022.

A nova legislação foi revelada na última quinta-feira (9) por Rachel Maclean, Ministra dos Transportes da Inglaterra, e faz parte do planejamento do governo Boris Johnson para aumentar drasticamente o número de pontos de plug-in que precisam ser instalados mensalmente.

“Publicaremos nossa resposta de consulta sobre a exigência de que todos os novos edifícios residenciais e não-residenciais tenham um ponto de carregamento e pretendemos estabelecer legislação ainda este ano”, avisou Maclean. “Também confirmamos nossa intenção de exigir que os carregadores de veículos elétricos domésticos e no local de trabalho sejam capazes de carregar de forma inteligente”, completou.


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O “carregamento inteligente” significa que uma rede de dados será usada para que os motoristas saibam a hora ideal de carregar o carro e, com isso, não sobrecarreguem a rede. A ideia do governo é ter 700 novos pontos por dia, mas, segundo os dados mais recentes, atualmente cerca de 500 estão sendo instalados por mês.

Investimento pesado

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Imagem: Ted Drake/Flickr/CC

Para melhorar esse número, o governo britânico anunciou um investimento de 1,3 bilhão de libras esterlinas (R$ 9,4 bilhões) para ampliação desses pontos. Os estudos divulgados recentemente no país apontaram que a rede de pontos elétricos no Reino Unido precisará ser expandida em pelo menos 20 vezes para atender à demanda futura.

Até o início de julho deste ano, existiam no país 24.374 carregadores para veículos elétricos, segundo o departamento de transporte britânico. Para aumentar drasticamente o número e, com isso, motivar a população a adotar os carros elétricos (o que, em breve, será praticamente obrigatório, já que não serão vendidos veículos à combustão), foram emitidos subsídios de 350 libras esterlinas (R$ 2,5 mil) para a instalação de 200 mil pontos em residências e escritórios.

Além de incentivar (e, em breve, obrigar) casas e escritórios a adotarem uma estação de carregamento veicular, o governo também pretende expandir o número de pontos em ruas, avenidas e pátios específicos. Em dezembro, por exemplo, uma estação com 36 pontos de carregamento foi inaugurada em Braintree, Essex. O local conta ainda com Correio, um ginásio e uma área de bem-estar para os visitantes praticarem ioga enquanto seus EVs carregam. A ideia é ter outros 100 similares espalhados pela Inglaterra nos próximos 5 anos.

Porsche Taycan 4S
O Porsche Taycan 4S é o carro elétrico mais vendido do momento no Brasil (Divulgação/ Porsche)
BYD eT3
O furgãozinho BYD eT3 foi o mais vendido de junho e o segundo no geral (Divulgação/BYD)
Chevrolet Bolt Premier
Prestes a ganhar uma repaginada completa, o Bolt segue vendendo bem (Felipe Ribeiro/Canaltech)
BMW i3
O elétrico alemão segue indo bem nas vendas, mesmo sem uma nova geração (Divulgação/BMW)
Porsche Taycan Turbo S
A versão topo de gama do Porsche Taycan aparece no TOP 5 (Divulgação/Porsche)

A cidade de Coventry, por sua vez, está trabalhando para desenvolver um sistema de carregamento sem fio, para que os carros elétricos possam completar a bateria enquanto se locomovem. A tecnologia, chamada Scalextric, ou DWC (Carregamento sem fio Dinâmico) é um projeto da DynaCov, estimado em 419 mil libras esterlinas (aproximadamente R$ 3 milhões), e apoiado pela Câmara Municipal de Coventry, Toyota, National Express.

A ideia consiste, basicamente, em embutir bobinas sob o asfalto em certos trechos de ruas e estradas da cidade. Como elas seriam elétricas, e conectadas a uma fonte de energia, transmitiriam essa eletricidade a um receptor instalado nas rodas dos veículos, que a levaria para a bateria. Caso o conceito se torne viável, se tornará mais uma opção para ajudar na adoção maciça da população da Inglaterra aos carros elétricos.

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Fonte: Canaltech