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Avanços nas descobertas podem auxiliar na criação de vacina contra Coronavírus

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No último dia 29, cientistas do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, em Melbourne, na Austrália, anunciaram a capacidade de cultivar o coronavírus a partir de uma amostra de paciente em laboratório. Foi a primeira vez que o vírus foi cultivado em um laboratório fora da China. Pode não parecer, mas essa é uma boa notícia, pois permitirá que os pesquisadores desenvolvam rapidamente novos testes de diagnóstico para o vírus, que serão essenciais se os cientistas quiserem rastrear sua disseminação na China e no resto do mundo. A capacidade de cultivar o coronavírus Wuhan em laboratório também facilitará o desenvolvimento de uma vacina.

No momento, a obtenção de informações gira em torno de testes demorados, baseados em reação em cadeia da polimerase, para genes virais que só podem ser realizados em poucos laboratórios. A técnica por trás desse teste permite que os pesquisadores do laboratório façam milhões de cópias de uma seção específica do DNA, mas não é nem um pouco rápido. A tecnologia desenvolvida na Austrália ajudará a desenvolver novos e mais rápidos testes de diagnóstico baseados em anticorpos para infecções, o que deve permitir que os médicos identifiquem os pacientes infectados muito mais rapidamente e implementem medidas apropriadas de controle de infecções, conforme necessário.

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Avanços nas descobertas podem auxiliar na criação de vacina do coronavírus

Isso permitiria aos cientistas obter uma imagem muito mais clara de como esse vírus é transmitido de pessoa para pessoa, quantos dos infectados ficam muito doentes e se existem grupos particularmente propensos a doenças graves e potencialmente letais.


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Por sua vez, o desenvolvimento e a fabricação de uma vacina requerem grandes quantidades de proteínas virais que podem servir como antígenos que induzirão uma resposta imune nas pessoas, mas isso só pode ser feito com o crescimento de grandes quantidades de vírus nas células de um laboratório ou fábrica de vacinas. Acontece que o desenvolvimento, fabricação e teste de vacinas levam tempo. Teoricamente, as primeiras doses de uma nova vacina podem estar disponíveis no final da primavera, embora esse seja o melhor cenário. Mas, mesmo assim, a administração de doses suficientes de vacina pode levar um ano. Portanto, não é realista pensar que a vacinação nos permitirá controlar a doença em curto prazo.

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Fonte: Canaltech