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Detectadas misteriosas rajadas rápidas de rádio que se repetem a cada 16 dias

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O radiotelescópio canadense CHIME encontrou uma nova fonte de explosões rápidas de rádio (FRB) bastante peculiar – dessa vez, as emissões se repetem a cada 16 dias. É a primeira vez que cientistas detectam FRBs que se repetem tão regularmente.

Explosões rápidas de rádio são flashes que se originam do espaço profundo, e protagonizam um dos mistérios que mais intrigam os pesquisadores. Após a descoberta inicial do rádio rápido em 2001, os astrônomos detectaram cada vez mais esse tipo de evento, em parte graças ao projeto CHIME, projetado para tentar desvendar enigmas como este.

Embora FRBs repetidos já tenham sido encontrados anteriormente, o evento detectado recentemente, chamado FRB 180916.J0158+65, é o primeiro a emitir sinais em intervalos regulares. Com base nos testes estatísticos, realizados por uma colaboração internacional de cientistas, o FRB 180916.J0158+65 emitia seu sinal rápido a cada 16 dias. Eles tinham dados suficientes para descartar que a periodicidade se devia a alguma coincidência.


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Instalações do telescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment
(CHIME)

Ainda não se sabe a origem deste FRB, mas o artigo afirma que a periodicidade de 16 dias pode dar pistas sobre qual objeto poderia estar produzindo essas rajadas de rádio. Uma das possibilidades é que se trate de um sistema binário de corpos celestes, sendo um deles um magnetar rotativo – uma espécie de estrela de nêutrons magnetizada e compacta. Os pesquisadores, no entanto, apontam que os magnetares normalmente têm períodos de rotação inferiores a 12 segundos, o que contradiz com os 16 dias de repetição dos FRBs detectados agora.

O artigo conclui que ainda é preciso realizar mais observações, usando todas as frequências possíveis, para dizer quais dentre as várias hipóteses sobre a fonte desse FRB fazem sentido. Por enquanto, teremos que aguardar comentários de outros pesquisadores, o que só deve acontecer quando o artigo for revisado e publicado por uma revista científica – o que já está a caminho.

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Fonte: Canaltech