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EUA pede que YouTube pare de promover vídeos com desinformação climática

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Um comitê do congresso norte-americano está pedindo para que o Google faça algo contra os vídeos de desinformação sobre as mudanças climáticas publicados no YouTube, como resposta a um relatório divulgado no início deste ano. O documento mostra que milhões de pessoas estão recebendo vídeos de negação dos efeitos climáticos diariamente.

O pedido foi feito através de uma carta de responsabilidade de Kathy Castor, representante democrática da Flórida e presidente do comitê de crise climática dos Estados Unidos, que foi enviada a Sundar Pichai, CEO do Google, na última segunda-feira (27). O conteúdo da carta lamenta os resultados do relatório, afirmando que os algoritmos do YouTube estão motivando a desinformação sobre o assunto.

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Sundar Pichai (Imagem: Reprodução)

Castor pede ainda que a empresa pare de promover e monetizar este tipo de conteúdo, comentando que o mesmo aconteceu com os vídeos que apresentavam ideais anti-vacinas.


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“No passado, o YouTube era proativo em responder as ameaças causadas pela desinformação nociva compartilhada em sua plataforma. No ano passado, por exemplo, a empresa removeu incentivos econômicos a canais que promoviam a anti-vacinação, argumentando que conteúdos deste tipo violam as regras de monetização de vídeos com conteúdo perigoso e nocivo”, disse a democrata.

O relatório citado por Castor foi feito pela organização sem fins lucrativos Avaaz, que foca em várias iniciativas importantes, como as alterações climáticas. O documento mostra também que empresas como Samsung e Warner Bros, e outras organizações como World Wildlife Fund e Greenpeace têm seus anúncios veiculados a esses vídeos.

Até o momento, o Google não emitiu uma resposta sobre o caso.

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Fonte: Canaltech