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Fim dos transplantes? Cientistas criam coração rudimentar com impressão 3D

Fim dos transplantes? Cientistas criam coração rudimentar com impressão 3D - 1

Cientistas da Universidade de Harvard (EUA) desenvolveram uma nova técnica usando impressoras 3D que pode auxiliar muito no desenvolvimento de órgãos humanos em laboratório: a impressão de vasos sanguíneos em tecidos vivos.

A técnica, chamada de SWIFT (Sacrificial Writing Into Functional Tissue), foi publicada nesta sexta-feira (6) na revista Science Advances, e promete permitir o desenvolvimento em laboratório de órgãos maiores e mais funcionais. Ela consiste no uso de uma “tinta sacrificial”, que, ao ser removida, deixa moldes no substrato, como se fossem vasos. Explicaremos melhor adiante.

Nos testes laboratoriais, a equipe de cientistas conseguiu criar um tecido cardíaco funcional (de forma bem rudimentar, um coração artificial) que pulsou de forma sincronizada durante sete dias ininterruptos. Atualmente, os órgãos criados em laboratório não se desenvolvem o suficiente para que possam ser usados em humanos, mas os experimentos já mostraram que a SWIFT pode ser de grande ajuda nesse processo.


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Para criar esses órgãos, os cientistas primeiramente prensaram uma matriz com células tronco em um molde do órgão que pretendiam simular. A partir de então, com a ajuda de uma impressora 3D, utilizaram a técnica, que consiste basicamente da impressão de uma espécie de tinta elástica, que, ao ser removida, deixa no substrato moldado canais que funcionam como vasos sanguíneos artificiais. Assim, a luz (ou calibre) dos vasos sanguíneos é alinhada com o endotélio (revestimento interno de veias e artérias que controla o fluxo de sangue) natural para garantir que a criação feita em laboratório imite o órgão real da forma mais próxima possível.

Os experimentos com impressoras para o desenvolvimento de órgãos ainda está nos estágios iniciais e, ao contrário da impressão de pele ou de ossos, exigem muito mais pesquisa, por conta da complexidade de se replicar toda uma enorme rede de vasos sanguíneos por onde passam todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do órgão. Mas, ainda que a tecnologia SWIFT esteja em seus estágios iniciais, os cientistas garantem que ela pode ser usada para qualquer tipo de célula. Esta, aliás, pode ser a técnica que, no futuro, irá servir de base para todas as novas descobertas na área — inclusive impressão de órgãos.

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Fonte: Canaltech


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