Brasil

O PISA e a urgência de formar alunos autônomos em tempos de inteligência artificial

Publicidade



A estagnação do desempenho escolar no PISA diante da queda global dos índices de aprendizagem evidencia que a adoção da inteligência artificial e da robótica na educação deve servir para elevar a exigência intelectual, e não para automatizar a entrega de respostas prontas. Embora as plataformas adaptativas e os recursos digitais ofereçam alto potencial de personalização, a dependência acrítica da tecnologia corre o risco de gerar um aprendizado superficial, cujos ganhos desaparecem quando o estudante é submetido a testes sem assistência. Para Martin Oyanguren, a verdadeira integração tecnológica exige uma escolha pedagógica clara, pautada pela formação docente continuada, pela proteção de dados e por métodos de ensino que reduzam gradualmente o apoio digital à medida que a competência do aluno evolui. O êxito da inovação no ambiente escolar, portanto, não será medido pela quantidade de ferramentas em sala de aula, mas pela capacidade da escola em formar indivíduos autônomos, preparados para raciocinar criticamente e discordar com fundamentação até mesmo da máquina mais sofisticada.

Leia o artigo de Martin Oyanguren no Mariana Kotscho: Mariana Kotscho · O PISA e a urgência de formar alunos autônomos em tempos de inteligência artificial