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Problemas de segurança fecham laboratório de armas biológicas nos EUA

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Um laboratório de pesquisa em vírus, germes e doenças infecciosas foi fechado nos Estados Unidos devido à preocupações com o descarte de materiais biologicamente perigosos. A unidade teve suas operações interrompidas definitivamente devido à ausência de protocolos suficientes de descontaminação, com um fechamento que deve durar, pelo menos, alguns meses.

O centro de pesquisa fica em Fort Detrick, no estado americano de Maryland, e pertence ao exército dos Estados Unidos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do governo americano, não existem riscos à população nem aos trabalhadores do local, pois nenhum tipo de vazamento biológico ocorreu devido às falhas na segurança da instalação. Entretanto, no final do mês passado, ela recebeu uma ordem para interromper as atividades devido às falhas no protocolo de descarte.

De acordo com as poucas informações disponíveis, a instalação usava um sistema de descontaminação por produtos químicos, depois que, em maio de 2018, uma inundação destruiu o antigo sistema de esterilização de água usado no laboratório. Os novos procedimentos, de acordo com o CDC, não vinham sendo seguidos de forma completa ou consistente pelos cientistas da unidade, enquanto o próprio maquinário usado apresentava problemas de funcionamento.


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Isso teria levado, inclusive, ao vazamento de substâncias, mas apenas dentro do próprio laboratório e em locais isolados, novamente, sem ameaça ao público ou aos envolvidos no processo de descontaminação. Entretanto, os oficiais do departamento de saúde do governo encontraram uma “combinação” de motivos para interromper as atividades em Fort Detrick, até que a situação de controle de agentes biológicos seja solucionada e verificada.

Os detalhes sobre o caso não puderam ser divulgados devido a preocupações com a segurança nacional, de acordo com o CDC, uma vez que estamos falando de um centro especializado na pesquisa e controle de armas biológicas. No local eram realizados estudos relacionados ao Ebola, coronavírus ou antraz, além de estudos patrocinados por empresas privadas, universidades ou testes de medicamentos pagos por laboratórios farmacêuticos.

As leis americanas exigem que todas as instalações que desejem trabalhar com esse tipo de estudo, envolvendo os chamados “agentes especiais” que poderiam ser usados em guerras biológicas, passem por fiscalizações e verificações constantes. Foi essa licença que foi revogada ao laboratório de Fort Detrick, com os problemas do local tendo sido detectados pela primeira vez em maio de 2018.

O local continua funcionando de maneira reduzida, apenas com os trabalhos que não envolvem os “agentes especiais”. Enquanto isso, há a perspectiva de construção de um novo sistema de descontaminação, mas que deve levar muitos meses e incorrer em custos altos para o governo dos EUA. Não existe previsão para o início dos trabalhos e, muito menos, de um retorno às atividades normais de pesquisa sobre patogênicos perigosos.

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Fonte: Canaltech


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