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Nada de Tinder: jovens estão usando Google Docs para paquerar na escola

Os jovens estão mostrando que, quando o assunto é paquera, não há limites que não possam contornar. Uma reportagem do The Atlantic mostrou que adolescentes nos Estados Unidos estão usando o Google Docs não apenas para produzir trabalhos escolares, mas com um objetivo muito mais importante na mente deles: o de mandar aquele “oi, sumido” para o crush.

Brincadeiras de lado, o fato é que os jovens estão ressignificando o recurso de compartilhamento do Docs, que permite que várias pessoas trabalhem em um arquivo ao mesmo tempo. Eles não usam nem mesmo o chat interno que há na plataforma, preferindo escrever textos em um documento compartilhado entre o grupo.

Isso acontece porque, em grande parte das escolas que usam a tecnologia em suas aulas, a maioria das plataformas mensageiras ou são bloqueadas, ou são monitoradas. E, bem, só quem já teve um recadinho enviado ao crush interceptado pelo professor sabe o pesadelo que isso pode se tornar.


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“Flertando no chat do Google Docs”, diz a postagem do jovem no Twitter.

O sistema funciona da seguinte forma: alguém cria um novo documento no Google Docs e o compartilha com os colegas que vão participar da “conversa”. Então, os alunos vão deixando comentários, links, fotos e quaisquer coisas que queiram compartilhar com demais. Os usuários se diferenciam entre si pela escolha de fontes e cores diferentes por cada, e caso haja necessidade de algo mais particular, basta criar um novo documento e começar uma nova conversa apenas com aquela pessoa.

No fim do dia, aquele arquivo é apenas uma sequência de textos que pode muito bem enganar os olhos menos atentos de professores. Assim, eles conseguem manter a comunicação sem que ninguém perceba.

Outro sistema usado pelos alunos é copiar o texto apresentado pelo professor e enviar os recados entre si pelo recurso de adicionar comentários ao documento, fingindo que estão tomando notas das aulas.

A matéria, apesar de curiosa, chega mais como uma ironia para a situação atual da Google. A plataforma anunciou nesta semana o desligamento do Allo, seu principal app mensageiro, competidor do Messenger, WhatsApp e Telegram. A empresa desligou a ferramenta por falta de adesão de usuários.

Assim, é no mínimo irônico que os jovens estejam usando exatamente uma ferramenta da Google como opção de comunicação quando são impedidos de usarem seus smartphones na sala de aula. Isso ainda levanta outros problemas que podem ter feito com que o Allo caísse no ostracismo: um deles é que a plataforma não tinha um cliente web, sendo que não permitia acesso pelo navegador ou programas no PC.

No fim, esta é apenas uma demonstração de que, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, alunos se esforçam bravamente para fazer qualquer coisas que seja diferente de prestar atenção em suas aulas — e não medem esforços, usando e abusando da criatividade, para mandar aquele flerte. Vai que cola, não é mesmo?

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Fonte: Canaltech


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