Feed Editoria Radioagência Nacional.
O fenômeno El Niño segue ganhando força este ano no Oceano Pacífico. Em setembro, a temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 ficou 2,08°C acima da média. É o segundo maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica em 1950. O recorde continua sendo de setembro de 1997, quando a anomalia chegou a 2,15°C.

No monitoramento semanal de outubro, o indicador da região Niño 3.4 já alcançou 2,4°C acima da média, superando os valores observados em setembro deste ano e também em setembro de 1997. A região é uma das referências usadas para acompanhar a evolução do fenômeno e entender se ele está ganhando ou perdendo força. Especialistas alertam, porém, que a comparação entre dados semanais e mensais deve ser feita com cautela, por tratarem de janelas temporais distintas.
Outras áreas do Pacífico também registram marcas históricas. Na região Niño 1+2, a anomalia chegou a 4,5°C no fim de setembro, o segundo maior valor da série iniciada em 1981. Já na região Niño 3, o índice atingiu 3,4°C em outubro, também o segundo maior já registrado.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e influencia o clima em diversas partes do planeta. No Brasil, o fenômeno pode alterar os regimes de chuva e provocar mudanças nas temperaturas, com impactos que variam de acordo com a intensidade do episódio e as condições atmosféricas de cada região.
Por isso, o acompanhamento das próximas semanas será decisivo para entender como o El Niño vai evoluir e quais poderão ser os reflexos sobre o clima brasileiro.
Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional , Feed Editoria Radioagência Nacional.
Fonte: Agencia brasil EBC..
Wed, 14 Oct 2026 12:24:00 -0300

