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Powered by Android: como o Google democratizou a internet no país em 10 anos

Powered by Android: como o Google democratizou a internet no país em 10 anos - 1

Durante a conferência para desenvolvedores do Google do ano passado, tive o primeiro contato com o programa “o próximo bilhão de usuários” (NBU). Neste projeto, o grande foco da gigante de Mountain View é levar o acesso à informação e à tecnologia para pessoas que vivem em regiões que ainda carecem de infraestrutura. Na época, lembro de ter achado o programa extremamente complexo, apesar de a meta parecer simples. Hoje, a equipe do Google Brasil divulga um levantamento inédito e identifica o Android como uma das ferramentas fundamentais para a democratizar do acesso à internet por aqui. Fazendo uma engenharia reversa, fica claro, pra mim, que o programa NBU foi construído em cima da experiência de países como o Brasil.

De acordo com o Relatório de Impacto Econômico e Social do Android no Brasil, solicitado pelo Google, nosso país está entre os cinco maiores mercados do Android no mundo. Por aqui, 9 em cada 10 pessoas utilizam smartphones Android.

“9 em cada 10 utilizam smartphones Android”


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Só nos últimos cinco anos, 24 milhões de brasileiros foram introduzidos à internet por meio de um dispositivo Android. Este número é maior do que a população do estado de Minas Gerais, o segundo mais populoso do país, com 21,292 milhões de pessoas (com dados do IBGE).

Divulgação: Bain & Company
Em cinco anos, 24M de brasileiros começaram a usar a internet via smartphone Android (Imagem: Divulgação/Bain & Company)

O que torna o Android um sistema operacional tão atraente?

A resposta é simples: o preço. Os pesquisadores da Bain & Company identificaram que “a diminuição dos preços dos smartphones, possibilitada pelo Android, foi fundamental para a democratização do acesso dos brasileiros à internet”. Os dispositivos Android começaram a chegar às lojas brasileiras no final de 2009, e o levantamento identifica que a parcela da população brasileira conectada à internet saltou de 41% em 2010 para 70% em 2018.

Podemos perceber também que houve um aumento significativo do uso da internet entre as pessoas das classes D e E. Em 2008, apenas 13% tinham acesso, passando para 26% em 2013 e, em 2018, este número era de 48%. O estudo também revela que 80% das pessoas das duas classes pagam menos de R$ 1.000 por um smartphone no Brasil. E, nesta faixa de preço, temos apenas smartphones rodando com o sistema operacional Android.

Outro dado que merece destaque é que, hoje, 97% dos usuários de internet no Brasil acessam a rede por meio de um smartphone, e 51% acessam exclusivamente dessa forma.

Divulgação: Bain & Company
O número de pessoas das classes D e E que utilizam somente o smartphone para acessar a internet é maior (Imagem: Divulgação/Bain & Company)

O resultado deste levantamento não chega a ser uma surpresa, mas oferece um entendimento importante sobre a relevância dos produtos do Google no país — em especial, do sistema operacional Android. No fim das contas, é possível muito bem traçar um paralelo entre a expansão do mercado de smartphones Android e a democratização do acesso à internet no país, bom como o investimento em infraestrutura no setor de telecomunicações.

Agora, assim como vemos em outras regiões do mundo, fica ainda mais clara a necessidade de acompanharmos de perto as ações do Google em relação ao seu sistema operacional, pois disso depende a nossa relação com a internet e o acesso à informação.

Logo, o direito à privacidade e a segurança precisa estar na pauta do Google e seus parceiros, das instituições públicas e privadas e, especialmente, dos usuários do sistema operacional Android. Você concorda?

Sobre o estudo da Bain & Company, o Google esclarece que a empresa levou em conta fontes diretamente ligadas ao mercado, como líderes do setor de telecomunicações e da tecnologia, que participaram ativamente da construção e do levantamento dos números; profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de aplicativos para extração e cruzamento das informações e, também, usuários de smartphones.

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Fonte: Canaltech