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Um ano de Google Meet grátis no Brasil: como a plataforma é usada por aqui?

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No dia 29 de abril de 2020, o Brasil já enfrentava a pandemia da Covid-19, incluindo o distanciamento social, que obrigou boa parte da população a ficar em casa. Nessa esteira, tovemos de usar plataformas de videoconferência para trabalhar, estudar, falar com os amigos, entre outras atividades. O Zoom passava a ser conhecido do grande público, bem como o Microsoft Teams. E o Google tratou de buscar o seu pedaço do bolo nessa área e, exatamente um ano atrás, anunciou tornar gratuito para todos o Google Meet, seu serviço profissional de reuniões por vídeo.

E, desde então, o uso da ferramenta cresceu de forma exponencial. De acordo com dados inéditos divulgados pelo Google nesta quinta-feira, neste primeiro ano de versão gratuita, o tempo dedicado ao Meet aumentou 20 vezes no Brasil. E o ritmo vem se mantendo nesse ano: de janeiro até agora, o uso da plataforma no país cresceu 275%.

Para entender melhor a relação dos brasileiros com o Google Meet, a empresa conduziu uma pesquisa online com 1.551 pessoas em todo o país. Segundo os resultados, 55,4% dos entrevistados a plataforma várias vezes por semana; já um terço deles (34%) usa o Meet, pelo menos, uma vez por dia. As principais finalidades são reuniões de trabalho ou estudo.


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Assim como ocorre em outras plataformas de videochamada, o Meet também utilizado para outros fins do nosso dia a dia. E, aproximadamente, 44% usam a plataforma para atividades pessoais: de encontro casual com amigos a chá de bebê, passando por aulas de desenho ou artesanato, eventos religiosos, namoro e terapia.

A pesquisa do Google Brasil traz ainda outros hábitos adotados pelos brasileiros em relação ao Meet. São eles:

  • Mais de 73% dos entrevistados usam o Google Meet para estudar, 59% usam para o trabalho e 44% para a vida pessoal.
  • As principais atividades sociais via Google Meet apontadas no estudo são encontros virtuais com amigos (31%) ou familiares (17%).
  • Cerca de 7% usaram a ferramenta para encontro romântico ou para reunir-se com namorado(a) e cônjuges.
  • Os entrevistados também usaram a ferramenta para jogar online (11%) ou assistir a jogos de futebol (3%) com amigos.
  • Além de aulas de escola ou universidade (56%), os entrevistados utilizam o Meet para outras atividades de aprendizado, como aulas de idiomas (16%), música (8%), desenho (7%), culinária (6%) e artesanato (4%).
  • Os principais eventos apontados no estudo como realizados no Meet pelos entrevistados são os religiosos (17%), seguidos pelas festas de aniversário (14%). Mas, durante os últimos 12 meses, a plataforma também hospedou clubes de livro e saraus virtuais (7%), visitas a museus ou exposições de arte (6%), chás de bebê ou revelação, e também festas de casamento (ambas com 4%).
  • 15% dos entrevistados fazem exercícios físicos usando o Meet, enquanto 11,2 % têm sessões de terapia e 7%, de meditação.
  • 12% dos entrevistados usaram a ferramenta para trabalhos voluntários; 8% para entrevistas de emprego; e 7% para mentoria ou coaching.

Google prepara novos recursos para a plataforma

O Google anunciou também que o Meet terá novos recursos para aprimorar a sua experiência de uso nas videochamadas. A partir de maio deste ano, as novas funcionalidades permitirão que os usuários tenham mais autonomia sobre a exposição de sua tela – podendo destacar alguém, ou omitir a própria imagem, se quiser.

Será possível ainda escolher fundos animados e, para os rostos que estiverem com pouca nitidez, haverá ajuste automático do brilho. Já quem utiliza o Meet em movimento poderá, segundo o Google, economizar dados, sem afetar a qualidade das transmissões.

Entre os outros recursos prometidos – que devem chegar gradualmente à plataforma – estão:

Planos de fundo animados: Agora será possível incluir vídeos no seu plano de fundo. Além da privacidade, protegendo o cenário atrás do participante, a novidade pode deixar as reuniões mais dinâmicas. A princípio, haverá três opções: uma sala de aula, uma festa e uma floresta. Em breve, outros fundos animados estarão disponíveis.

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Mais espaço para visualizar conteúdos compartilhados por outros participantes: graças ao visual renovado e às melhorias na forma de fixar e ocultar conteúdos na tela, será possível fixar vários blocos e decidir em quais imagens se concentrar. Um exemplo: destacar uma apresentação e um participante, ou então vários participantes de uma só vez.

Ajuste automático de imagem para versão web: desde 2020, quem utiliza o Meet em smartphones tem à disposição o modo low-high, que, por meio da Inteligência Artificial, aprimora automaticamente a nitidez da imagem quando a pessoa está num ambiente com pouca iluminação, ou quando há uma luz forte atrás. Agora, este recurso também estará disponível na versão web. Já os vídeos com rostos em sub-exposição receberão um ajuste automático de brilho, melhorando a visualização do interlocutor e, consequentemente, deixando a conversa mais agradável.

Economia no uso de dados: para aprimorar a experiência das reuniões em vídeo quando a pessoa está em movimento, o Google Meet lançou o Modo de Economia. O recurso reduz o uso de dados e permite que as pessoas economizem no consumo de seus pacotes, uma novidade relevante para pessoas de países onde o custo de dados de internet pode ser alto, caso do Brasil.

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Possibilidade de não se ver na tela
: muitas pessoas que usam o Meet afirmaram que se concentram melhor e sentem menos cansaço quando não enxergam a própria imagem na tela. Por isso, agora será possível redimensionar, reposicionar e até ocultar sua própria imagem. Ao fazer isso, o espaço liberado na sua tela pode ser usado para ver os rostos dos demais participantes da reunião.

“No último ano, as pessoas foram aprendendo sobre o universo de atividades que podiam fazer pelo Google Meet. A criatividade e o desejo de se conectar mostrou que as possibilidades das videochamadas vão muito além do que se podia imaginar”, afirma Raquel Cabral, Head de Vendas de Google Workspace para a América Latina. “Nesse período, também recebemos diversos retornos dessas pessoas, e aprimoramos a ferramenta para atender algumas necessidades. Por exemplo, pensando nos brasileiros, criamos um recurso para reduzir o consumo de dados “.

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Fonte: Canaltech