Tecnologia

Usos da IA e a nova desigualdade social

Publicidade

A inteligência artificial já se tornou parte da rotina, mas o acesso à tecnologia não significa domínio sobre ela. O novo desafio social está na capacidade de pensar com a IA, e não apenas acreditar em suas respostas. Enquanto a adoção cresce rapidamente, diferenças de formação, renda e acesso fazem com que algumas pessoas saibam contextualizar, questionar fontes, identificar vieses e proteger seus dados, enquanto outras apenas consomem respostas prontas. No Brasil, essa desigualdade aparece de forma clara: o uso de IA generativa é muito maior entre as classes mais altas e pessoas com ensino superior. Para Roger Finger, o letramento em IA precisa ser tratado como competência básica por empresas, escolas e governos, envolvendo pensamento crítico, checagem de informações, privacidade, ética e revisão humana. A próxima divisão digital, portanto, não será apenas entre quem tem ou não acesso à tecnologia, mas entre quem consegue usar a IA como amplificadora de sua capacidade e quem acaba terceirizando a própria autonomia para ela.

Leia o artigo de Roger Finger no AIoT Brasil: https://aiotbrasil.com.br/noticias/usos-da-ia-e-a-nova-desigualdade-social