Ciência & Tecnologia

Violência virtual: Saiba como se proteger desta prática

Em 2012, a atriz Carolina Dieckmann foi protagonista de um drama digno de novela das 21h. Ela teve seu computador invadido por um criminoso e algumas fotos íntimas roubadas. Depois de várias ameaças e chantagens, o homem resolveu publicar as imagens proibidas da atriz na internet, causando grande humilhação para Carolina. O final da história não é o que podemos chamar de feliz, já que as fotos da atriz ainda circulam na web, mas ao menos serviu para que o Brasil ganhasse uma Lei contra esse tipo de crime.

Mas isso não acontece apenas com celebridades, a maioria dos casos no Brasil acontece mesmo é com gente comum. Ser humilhado na internet virou uma prática corriqueira, e a sensação de impunidade é muito grande.

O anonimato por trás da tela do computador é o que causa essa sensação e encoraja pessoas praticarem esse crime. Outro fator importante para o aumento da violência virtual é o crescente acesso aos computadores, celulares e outros dispositivos com internet. A partir daí, passaram a surgir vários tipos de “brincadeiras” que muitas vezes têm finais trágicos.

A pesquisadora Aloma Felizardo, autora do livro “Cyberbullying: Difamação na velocidade da luz”, explica que a maior característica da violência virtual, também conhecida como cyberbullying, é a falta de provas reais. De acordo com a autora, o prejuízo mais aparente para a vítima é o psicológico, por causa da falta de provas físicas como ferimentos ou roupas rasgadas. Mas ela chama a atenção para alguns sinais que despertam suspeitas de que alguém pode estar sendo vítima desse tipo de crime. “Não é difícil para os pais detectarem esses sinais: o filho pode parecer nervoso, triste, amargurado, infeliz, a ponto de se isolar da própria família, depois de usar o computador ou depois de ver mensagens ou receber telefonemas pelo celular”, pontua no livro.

Salas de bate-papo, sites, e-mails e mensagens de texto ou online são os meios usados pelos jovens para praticar o cyberbullying, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças em 2011. Mas esse tipo de violência virtual pode acontecer de diversas maneiras. Confira os tipos mais comuns e proteja-se!

Injúria: enviar repetidamente e-mail, mensagem ou SMS para uma pessoa dizendo que ela é “imbecil, asquerosa, nojenta”.

Difamação: enviar repetidamente e-mail, mensagem ou SMS para várias pessoas dizendo que “fulano é burro porque foi mal na prova”.

Ofensa: enviar mensagens eletrônicas repetidamente com linguagem vulgar.

Falsa identidade: fazer-se passar por outra pessoa para obter vantagem ou por ato ilícito.

Calúnia: publicar uma mensagem na comunidade virtual da escola dizendo “fulano roubou minha carteira”.

Ameaça: enviar repetidamente mensagens que incluem ameaças de danos físicos, fazendo a vítima temer por sua segurança.

Racismo: preconceito ou discriminação em relação a indivíduos considerados de outra raça.

Constrangimento ilegal: perseguição; pudor que sente quem foi desrespeitado ou exposto a algo indesejável.

Incitação ao suicídio: instigar, impelir, suscitar alguém a dar a morte a si mesmo.

Por mais doloroso que seja nunca deixe de conversar sobre o assunto com amigos e familiares. Eles podem ajudar quando o assunto é violência virtual. Para se manter seguro desse tipo de ameaça, tenha sempre em mente as seguintes dicas:

Não compartilhe dados pessoais


Uma das dicas mais faladas em segurança na internet é essa. E nesse caso, vale muito para não ser vítima de falsos perfis ou chantagens.

Guarde as mensagens


Elas podem ser uma prova caso o problema se agrave e seja preciso entrar com um processo judicial.

Não envie fotos por telefone ou e-mail


Se alguém te pedir fotos por telefone, ainda mais fotos íntimas, negue. A maioria dos casos de fotos na rede é de ex-namorados ou namoradas.

Reporte a agressão


Em vários sites e redes sociais, há a opção de “Reportar Abuso”, que serve para comunicarmos que algo naquele local não funciona conforme os termos e regras estabelecidos, ou alguma informação e conteúdo é difamatória.

Com informações do Programa Bullying e Cyberbullying – O combate de todo brasileiro.


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