Carreira & Educação

Economia

Ele é responsável por gerir os recursos de uma empresa para aumentar a produtividade. Este é o economista, um profissional requisitado por instituições de todos os setores e que encontra bastante espaço no mercado.

A carreira é promissora, mas exige formação de qualidade, profissionais flexíveis e polivalentes. As especificidades do curso e áreas de atuação são explicadas por Regina Socolowski, diretora da graduação em economia na Escola Superior de Administração e Gestão (ESAGS).

Ligado na Facul – Como está estruturado o curso de graduação em economia?

Regina Socolowski – O curso tem duração de quatro anos, em regime semestral. É estruturado com objetivo de formar um profissional com conhecimento das forças de natureza econômica, social, cultural e psicológica que afetam seu ambiente e, em especial, as organizações para as quais presta serviços. Ele deve ser capaz de entender as relações dos diversos parâmetros econômicos nas macro e micro economias e seus reflexos nas empresas.

O curso visa fornecer um profundo conhecimento, formando um profissional capaz de usar os dados financeiros e econômicos para exercer julgamento, avaliar riscos e tomar ou propor decisões de negócios. Objetiva, portanto, formar um profissional capaz de estabelecer uma compreensão sistêmica e estratégica, com uma visão do todo, de modo integrado e relacionado ao meio ambiente.

LNF – Qual o perfil profissional desta área?

RS – Visão analítica, que possa ser utilizada com competência, seja no apoio a decisão de criação de novos negócios, seja para exercer julgamento ou avaliar riscos nas decisões de negócios de organizações em geral.

LNF – Quais são as áreas de atuação profissional?

RS – O profissional formado em Economia pode atuar em qualquer uma das áreas internas de todas as ramificações dos três setores básicos da economia: primário, secundário e terciário. Ele pode também exercer suas atividades no serviço público federal, estadual, municipal ou autárquico, sociedades de economia mista, empresas estatais, paraestatais e privadas, podendo também seguir carreira acadêmica lecionando disciplinas específicas da formação.

LNF – Qual avaliação a senhora faz do mercado?

RS – O mercado, que não é mais monolítico, cada vez mais reflete diretamente os desejos e as ilusões de nosso inconsciente coletivo. Estabelecendo uma reflexão de longo prazo, pode-se imaginar que a tendência é que as organizações deverão aprender a produzir, cada vez mais, produtos diversificados e individualizados, independente do país onde as fábricas estejam instaladas. Os negócios passam a ser internacionais.

É mais importante formar do que transmitir conhecimentos, porque a sociedade de hoje nos pede um profissional polivalente e com consciência clara de que terá que se adaptar a quaisquer circunstâncias e atividades diferentes.

O fundamental é fortalecer a personalidade do aluno, de maneira harmônica e equilibrada, dentro de um contexto de liberdade, profunda responsabilidade e consciência social.

LNF – Quais devem ser os critérios para escolher uma instituição de ensino na área?

RS – A IES a ser escolhida é aquela bem avaliada por órgãos externos à Instituição. Hoje existem regulações do MEC que indicam o desempenho das Instituições de Ensino Superior e estes desempenhos são publicados em jornais de grande circulação e em sites oficiais do MEC. Outro fator importante é avaliar a aceitação de seus alunos e/ou egressos no mercado de trabalho. Uma Instituição com alunos bem formados é reconhecida pelas empresas e seus gestores.

LNF – Como o jovem pode ingressar no mercado de trabalho ainda na faculdade?

RS – Os programas de estágio são a principal porta de entrada para o mercado. Trabalhos práticos elaborados na faculdade também auxiliam os jovens a terem contato com a profissão. Um exemplo é o Trabalho de Iniciação às Práticas Econômicas, o Taipec, que oferecemos na ESAGS. É um trabalho interdisciplinar, baseado em teorias e práticas das empresas existentes no mercado brasileiro, que envolve uma vivência do cotidiano de diferentes empresas, pesquisas de campo, relatórios contendo avaliação teórica e uma apresentação pública das análises e dos resultados encontrados. Como se trata de um trabalho interdisciplinar, o aluno tem a chance de conhecer a aplicação prática das teorias estudadas.

LNF – Quais conselhos a senhora daria ao jovem que pretende ingressar nessa área?

RS
– Estude, seja consciente e responsável. O seu conhecimento é o bem maior que você terá, é ele que lhe dará segurança nas suas decisões. É, com certeza, suportado por ele, que você vencerá os desafios que a vida lhe apresentar.


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