Carreira & Educação

Como competir com os Pokémon na sala de aula?

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Foto: Mundo Positivo

Os professores ganharam mais um concorrente de peso para disputar a atenção durante as aulas: os monstrinhos Pokémon. Se não bastassem as curtidas nas redes sociais e as mensagens no WhatsApp, agora o Pokémon GO chegou para dividir a atenção dos estudantes.

E engana-se quem pensa que apenas professor de ensino fundamental ou médio tem sofrido com a disputa pelos olhares dos alunos. Nos campus de universidade, a caça ao bichinhos tem sidos cada vez mais intensa. Muito possivelmente, este tema será assunto das reuniões de professores: como bloquear, proibir ou tirar de vez os celulares e aplicativos da sala de aula.

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Segundo o executivo e professor Marcos Morita, proibir o jogo é tão errado quanto vetar o uso de dispositivos móveis em instituições de ensino. “É pura bobagem, assim como o fato de ainda existirem professores que proíbem universitários de tirar fotos de matérias do quadro branco, fazer pesquisas em sala de aula ou até mesmo, utilizar o aparelho celular”, afirma.

O educador não precisa caçar Pokémon com os alunos, mas pode beneficiar-se do vício do momento para criar novas estratégios de ensino e, até mesmo, renovar os métodos maçantes de trabalho. Para isso, veja a seguir, quatro dicas de como ir além dos livros didáticos e das aulas teóricas, de acordo com o professor Morita:

1. Gerencie o tempo

Em épocas que mensagens cruzam o mundo em segundos, fazer com que seus alunos achem que estão perdendo tempo é fatal. Escreva um roteiro prévio com a duração de cada atividade, teste sites, deixe vídeos pré-gravados e faça uma simulação prévia. Um ou dois minutos de vacilo são suficientes para perder sua audiência.

2. Seja breve

Irritam-te os discursos de deputados e senadores nas comissões de ética? Imagine então o que se passa na cabeça da nova geração. Especialistas dizem que 20 minutos é o prazo máximo de atenção. Tenho percebido que após 10 minutos ou menos, mãozinhas já começam a tremer de abstinência. Em suma, resuma o resumo.

3. O aluno é quem faz o show

Já se foi o tempo em que alunos eram plateia e professores protagonistas. Colocar os alunos para trabalhar é a melhor estratégia. Deixe-os discutir e aplicar seus conhecimentos práticos ao resumo do resumo da 2ª dica. Facilitar, dirigir e orientar as discussões é novo papel do mestre.

4. Crie e inove

Vá além do Power Point, incorporando dinâmicas, jogos, casos e simulações. Design Thinking e Storytelling são algumas técnicas interessantes que tenho utilizado, fazendo com que lancem mão do lado direito do cérebro. Cores, desenhos e histórias ajudam a despertá-lo, tirando o foco da telinha. Todos conhecem minhas salas na universidade, cujas paredes estão cheias de POST ITS, infográficos e quadros, disponíveis no dia da prova.


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