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Quem é bibi? Conheça a compositora de Anitta e Pabllo Vittar que ama BTS!

Talvez de nome você ainda não conheça bibi, mas com certeza já deve ter cantarolado ou balançado os pézinhos durante o refrão de uma de suas criações musicais. A jovem bibi (assim mesmo com o “B” inicial no diminutivo), carrega no seu portfólio sucessos consagrados como “Desce Pro Play (PAPAPA)”- hit que tomou o Brasil nas vozes de Anitta, Mc Zaac e Tyga; “Não Perco Meu Tempo” além de “Pior Que Possa Imaginar” na voz de Luiza Sonza. Recentemente, a artista mergulhou no K-Pop para criar “Number One”, hit de Pabllo Vittar e Rennan da Penha que mistura o gênero oriental com o nosso autêntico funk carioca.

Confira nosso bate-papo com a artista abaixo:

1-Como foi participar do processo criativo de “Number One” do Rennan da Penha com a Pabllo Vittar e Brabo Music? Numa coletiva de imprensa recente, o Rennan declarou que eventualmente tocaria no “Lulapalooza” caso fosse convidado para cantar numa possível posse do candidato presidencial número 1 nas pesquisas. Você acha que Number One poderia tocar neste possível evento?

R:Participar do processo criativo de Number One foi uma grande honra. Não é a primeira vez que eu trabalho com o time da Brabo Music mas, a característica que eu mais admiro neles é a capacidade de se manter livre em um mercado que tenta o tempo todo dizer o que a gente tem que fazer, dizer qual seria a tendência, dizer qual seria o caminho. Eles sempre se esforçam e estão no caminho do que seja autêntico e do que seja original e que não seja dependente ou só sobreviva de acordo com o fluxo das tendências atuais e mercadológicas. Gosto muito disso, me sinto muito a vontade, muito livre em poder trabalhar com eles. E Pabllo, a mesma coisa, acho que a gente só tem esta liberdade criativa e esta fluidez no mecanismo de trabalho porque a gente tá falando de uma artista que sustenta esta imagem, esta autenticidade e que faz trabalhos realmente importantes e que contribuem para o crescimento, pra evolução e pra constante necessidade de evolução na indústria”.

“Eu acredito que Number One pode tocar em qualquer tipo de evento. Mas que ela fala mais sobre a competição com você mesmo do que a competição com os outros. Então eu acho que isto é o que é mais importante. Seja como artista, seja como ser humano, na profissão, na política, onde for. Que a gente possa ser Number One da gente mesmo. Cada diz melhorando um pouco”.

 

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2-Você escreveu duas músicas bem marcantes da Anitta que foram Desce Pro Play e Não Perco Meu Tempo.
Como foi o trabalho com ela? Qual foi sua reação ao ver o clipe escandaloso de Não Perco Meu Tempo?

R: “Como compositora, como artista no Brasil, eu cultivo uma gratidão imensa à Anitta. Não só por ela ser tão marcante na minha trajetória mas, por ela ser uma artista que abre territórios e caminhos para o Brasil inteiro. Então eu acho que a representatividade do que ela tá construindo em si já é muito colaborativa para toda indústria, para a gente entender o quanto a gente tem potencial, o quanto o Brasil é uma terra de talentos e que a gente pode, deve e vai cada vez mais explorar e expandir isto para o mundo inteiro. Então ter a oportunidade de trabalhar com ela nestas duas músicas foi uma felicidade imensa. É uma felicidade imensa porque eu acho que quando a gente fica muitos anos trabalhando numa mesma coisa e a gente tem a oportunidade do nosso trabalho chegar antes do nosso próprio nome, isto é tão incrível porque estas são músicas onde vejo crianças, idosos, famílias, casais, solteiros, todo mundo, todo tipo de público dançando e quando a música chega em todos os lugares ela cumpriu o seu propósito. Já a minha reação ao ver o clipe foi…gente, choque absoluto (risos). Mas muito legal, assim é muito bonito na arte quando a gente consegue manifestar significados profundos de formas irreverentes e é isto que ela fez neste clipe”.

3-Nos últimos anos, o mercado do pop brasileiro viu surgir cada vez mais grupos de produtores/criadores que dão um selo de qualidade para alguns dos principais cantores do mercado como Anitta, Pabllo Vittar, Gloria Groove e Ludmilla. Você sendo uma artista versátil que já esteve nas mais variadas posições da indústria, como vê a possibilidade de um grupo feminino de criadoras musicais surgir no mercado? O mercado musical já está completamente aberto ou preparado para compositoras, arranjandoras e produtoras musicais?

R: “Eu super visto a camisa dessa ideia. Porque é uma coisa extremamente necessária né? A união feminina dentro de um mercado que infelizmente não tem tanta representatividade assim. Especialmente entre produtoras, o número é muito baixo, temos algumas compositoras na indústria, mas produtoras fica abaixo dos 3% sendo mulheres. Então é um número que eu quero muito ver mudar e eu acho que a gente tem que transformar essa mentalidade, então eu tô super correndo atrás de tudo o que eu posso para fazer isto acontecer. O mercado musical está preparado para receber o novo e cabe a gente se unir e se esforçar para realizá-lo né? Então acredito muito nisto, a música boa, o bom trabalho, ele vai sempre prevalecer e conseguir triunfar e encontrar seu próprio caminho, então a gente precisa se unir para fazer isto acontecer. Acho muito interessante que quando a gente fala sobre legado, existe uma palavra que é ‘ancestralidade’, que é essa coisa de você ter seguimento, de você ter legado, você passa um bastão né? Acho que cada vez mais a gente vai conseguir trazer mais e mais histórias, passando uma pra outra conhecimento pra triunfar dentro deste mercado”.

4-Você já participou dum acampamento global da Universal Music, além de ter sido indicada ao WME Awards e Grammy Latino. O que ainda falta neste momento da sua carreira? Você acha que o bom momento do pop brasileiro no mercado mundial pode ajudar a mais profissionais brasileiros a ganharem reconhecimento dentro e fora do país?

R: “Pode parecer um pouco utópico ou inocente da minha parte. Mas realmente assim, faltar não falta nada. Nunca faltou, eu sou muito grata por ter a música. Tudo o que eu faço vem com uma premissa principal deste propósito de ter a música, de ter uma conexão com as pessoas, então isso pra mim sempre foi o mais importante e o que falta é viver o resto da vida assim. Eu sempre tive essa mentalidade de que nada do que eu faço é pra hoje, é tudo para o meu “para sempre” assim né? Porque eu não vou trabalhar três meses com isso, eu vou morrer fazendo o que eu faço, esta é a grande paixão da minha vida. Então o que eu mais quero é ter continuidade, que isso dure e prevaleça por toda minha vida. Acho realmente que esse é um ótimo momento do Pop brasileiro, que vem se expandindo, vem criando sua própria identidade, acho que finalmente eu vejo os artistas tendo mais um senso de união né. As vezes quem está de fora da indústria não tem noção da importância de uma cena musical. Quando você tem uma cena, você tem pessoas que se apoiam e é isso que faz o segmento crescer. Então eu tô vendo isso acontecer no pop: mais featurings, mais “galera aberta” pra fazer acontecer e acho que é esse o caminho pra gente e pro pop ganhar expressão nacional e internacional também”.

5-Conta Tudo não sai do repeat aqui da nossa playlist das melhores músicas do ano. O arranjo da faixa tem uma pegada sensual bem pegajosa. Como foi o processo criativo da faixa? Os fãs podem esperar novas parcerias suas com a Amanda Coronha para os próximos tempos?

R: “Conta Tudo é uma parceria entre eu, a Amanda Coronha e a Lil Glass Records, que é um selo do nosso amigo Rodrigo Lampeia lá no Rio. Ele junto com o Ricky (Ndombashi) fizeram a produção da faixa. É uma composição minha, da Amanda, do Rodrigo e da VicBrow (Victoria Brow), uma grande amiga nossa. Foi uma coisa super descontraída né? Eu pessoalmente, acredito muito nas coisas despretensiosas. Eu tava no Rio e a gente marcou uma sessão pra composição, chegamos no estúdio (Caco de Vidro) e fizemos três músicas. As três muito legais e aí dois dias depois, o Rodrigo me mandou uma mensagem e falou ‘quem sabe vocês não lançam a música’. Vocês não topam cantar uma das músicas que a gente escreveu?’. E aí ele fez este convite.

Eu e a Amanda, a gente tem mais do que uma amizade, a gente tem uma irmandade, e a gente já escreveu tanto juntas ao longo destes últimos ano e continua escrevendo. Então quando surgiu a oportunidade deste trabalho artístico juntas foi um S-I-M em letras capitais e com certeza podem esperar outras parcerias com a Amanda Coronha porque ela é minha parceira de vida e na música não pode ser diferente”.

 

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6-Você esteve no primeiro show do BTS pós-pandemia no Estados Unidos. Você é ARMY? Quais são suas música favoritas? Porque você acha que o impacto do septeto é constantemente comparado com o mesmo peso que os Beatles já desempenharam no mercado mundial?

R: “Sim não foi só um show, foi um espetáculo. Eu sou ARMY, admiro muito o BTS, eles têm uma influência muito grande sobre meu trabalho musical. Mas o que eu acredito ser um bom posicionamento como artistas. Na minha visão, eles são instrumentos de mudança, que fazem as pessoas pensarem diferente e estimulam boas ações, estimulam amor próprio, autocuidado e realmente criam uma atmosfera de amor pras fãs e para eles mesmos e para a indústria. Pessoalmente eu acho que o impacto deles é comparado com os Beatles? Por um motivo apenas: porque eles levantam e definem novos padrões. Não só quebram recordes, mas definem novos padrões. Os Beatles eram do Reino Unido e no caso, o BTS sendo da Coreia do Sul, eles fazem um trabalho muito forte de entrarem numa indústria que é majoritariamente tomada pelos Estados Unidos. E conseguir abrir estas portas da indústria e conseguir transformar isto, aumentando o nível de aceitação de músicas em outros idiomas em escala global, é um trabalho muito bonito. E eu acho que todo trabalho que eles estão fazendo impacta todo mundo no meio artístico. Porque se a aceitação das pessoas, dos ouvintes pro coreano, começa a se desenvolver, ela também se desenvolve para todos os outros idiomas. Então é muito legal ver isto acontecendo, acho que é uma porta muito bonita pra todo mundo. E minhas músicas favoritas eu diria que são love maze, My Time, Haruman (just one day) e Anpanman, não consigo escolher uma só”.

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Fonte: Observatório de Música