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“Me sinto em boas mãos”, afirma Chay Suede sobre voltar a trabalhar com Adriana Esteves em Amor de Mãe

Divulgação/TV Globo

Prestes a estrear em Amor de Mãe, próxima novela das nove da TV Globo, Chay Suede irá viver Danilo. O rapaz que passa por grandes problemas com a mãe, Thelma (Adriana Esteves) mas que tem uma grande relação de amor com ela, promete viver grandes aventuras.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Chay revelou detalhes da trama de seu personagem, falou sobre como está sendo trabalhar novamente com a atriz Adriana Esteves, agora como sua mãe e também falou sobre sua filha, Maria, que deve nascer em dezembro. Confira:

A paternidade te ajudou a encarar esse papel de um jeito diferente?

“Não a encarar de um jeito diferente. Acho que é muito diferente ser filho, de ser pai. Eu sou um profissional em ser filho, ser pai vai ser uma coisa nova para mim. Eu tenho cinco irmãos, então sou em profissional em ser irmão também. Mas apesar de relação de mãe e filho ser algo comum para as pessoas, cada mãe e filho se relacionam de um jeito muito único e a gente precisa descobrir que maneira é essa.

A gente fala geralmente de relação abusiva ou de superproteção por parte da mãe, de dependência por parte do filho de uma maneira até pejorativa, porque a gente está de fora. Quando a gente está dentro, a coisa é muito mais difícil de ser identificada, de ser transformada. Por mais que eu conheça inúmeros casos de relação de mãe e filho, onde o filho é muito dependente ou a mãe é muito autoritária, eu conheço isso de fora e o Danilo conhece isso de dentro. É novo nesse sentido também, de ser um assunto comum, mas de dentro o buraco é mais embaixo.”

Inspiração

Você se inspirou em alguém para poder compor o seu personagem?

“Não conscientemente, acho que tem personagens que são mais diretamente inspirados em alguém, mas esse não é o caso. O Danilo é um compilado de pessoas que eu conheço e pessoas que eu não conheço também. Eu tenho descoberto ele.”

O tema da novela te fez repensar em sua relação com a sua mãe?

“Fez sim, eu acho que me abriu novas janelas de pensamento sobre como se dá uma relação de mãe e filho. Me fez valorizar coisas que eu nem tinha parado para pensar na minha mãe, como por exemplo o fato dela ter me criado com muita liberdade. Eu nunca tinha me dado conta que ela tinha me criado com tanta liberdade, com tanta confiança, como eu me dei conta agora interpretando o Danilo.”

Então a diferença dele para você é que o Danilo ficou na asa da mãe e você saiu cedo, né?

“Eu vim morar sozinho no Rio tinha acabado de fazer dezoito anos. Minha mãe me apoiava muito desde o início, com muita saudade, é claro. Assim como do meu pai também. Mas ela sempre me apoiou, nunca me prendeu, nunca fez questão de me manter na asa dela e sempre quis me ver feliz. A Thelma também quer ver o Danilo feliz, ela deseja o melhor para ele, mas ela tem uma maneira diferente de administrar esse lado.”

Amor de mãe

Você acha que essa relação dele com a mãe é uma superproteção?

“Eu acho que é muito além disso, eu acho que tem mais cores do que uma superproteção na relação dos dois. Mas também não acho que seja uma via de mão única, ela o superprotege, eu acho que os dois se protegem muito. Os dois são um pouco invasivos um com a vida do outro, então é uma via dupla.”

Como você gostaria de ser como pai?

“Eu não projeto esse tipo de coisa, porque eu acho que uma vida em família, uma relação de pai e filha é algo que se constrói muito dia após dia. Muitas vezes a gente projeta coisas, diz que não vai fazer algumas coisas ou que vai fazer e na prática é outra coisa é tudo muito diferente. Eu tenho cinco irmãos e eu cuidei de todos eles, então experiência básica de trocar fralda, de limpar eu tenho. Com a minha filha eu não faço ideia de como vai ser, mas eu espero poder estar muito presente.”

Quando o seu personagem percebe que sempre ficou muito na aba da mãe, ele dá uma mudada e como vai funcionar isso?

“A relação deles antes de ser super protetora, antes de ser invasiva, é uma relação de muito amor profundo, os dois se amam loucamente. Eles só tem um ao outro, a família deles se resume basicamente aos dois e a importância que um tem para o outro é imensa, então vai muito além de superproteção.

Eles se amam antes de qualquer coisa, então seja nesse distanciamento ou em uma decisão de tomar um novo rumo, acontece a partir de uma visão amorosa na relação. Não existe uma ruptura ou uma rebeldia, ele percebe que precisa ter uma vida individual e que isso vai ser melhor para ele e para a mãe. Ele tenta fazer isso da maneira mais amorosa possível.”

Adriana Esteves

Depois de Segundo Sol que você fez par da Adriana Esteves, agora você vai ser filho. Como vai ser essa história?

“Eu acho que é muito diferente, a gente está recomeçando. Mas ao mesmo tempo a gente aproveitou todo o carinho e afeto que a gente construiu na novela anterior, a intimidade cênica e fora da cena. Além de toda a liberdade que a gente tem um com o outro, a amizade que a gente construiu e a gente claramente aproveita muito. Mas como é uma relação muito diferente, a gente todo dia está construindo cena a cena. Está sendo muito confortável trabalhar com ela, eu me sinto em boas mãos, eu acho a Adriana uma das melhores atrizes do Brasil.”

As novelas que você gosta foram o que te fizeram se tornar um ator?

“Na verdade eu nunca tinha pensando em me tornar um ator, eu era mais um espectador que gosta de novela. Eu me tornei um ator mais por circunstância, porque eu estava fazendo o Ídolos na Record TV e aí na metade do processo, o próprio pessoal da emissora entrou em contato comigo para dizer que eles estavam comprando um formato do México, de uma novela que tinha feito muito sucesso e eu conhecia. Me chamaram para fazer um teste para a novela e eu falei que não era ator, mas eles falaram que precisavam de alguém que era cantor e a partir disso eu passei a trabalhar como ator.”

Filha

Quando sua filha nascer você vai ter um tempinho para curtir ela?

“É trabalho com carteira assinada, então como todo trabalhador a gente tem licença paternidade, graças a Deus.”

Ser pai é uma coisa que você sempre sonhou? Você acha que depois dessa vem mais?

“Sempre pensei. Mas eu não penso em quantos, se depender da Laurinha ela diz que quer ter no minimo três.”

Você pretende passar para a sua filha sua religião? Sua família é evangélica, certo?

“Eu sou cristão presbiteriano. Com certeza vou ensinar algumas coisas para ela, uma dessas coisas é o amor a Deus, que para mim é muito importante. Em segundo lugar o respeito com as outras pessoas que não sentem o que a gente sente, essas duas coisas tem que vir junto para que não haja incoerência. Se Deus é amor, ele é respeito também.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

Fonte: Observatório da Televisão


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