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Cibercriminosos atacam bancos em Portugal

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Jeffrey Group – Além de enfrentar a crise financeira presente na Europa, os bancos portugueses precisam agora preocupar-se com os constantes golpes de trojans bancários criados por cibercriminosos brasileiros para atacar seus clientes. A Kaspersky Lab, maior empresa privada de segurança de internet do mundo, tem registrado neste começo de ano um grande crescimento desses ataques, todos eles visando roubar as credenciais de acesso dos usuários dos serviços de internet banking em Portugal. Desde meados do ano passado, os cibercriminosos brasileiros têm expandido seus alvos para além das fronteiras do Brasil, começando a mirar em bancos na Europa.

Assim como no Brasil, os serviços de internet banking em Portugal são bastante populares. Uma pesquisa divulgada recentemente informa que cerca de 30% dos portugueses acessam sua conta bancária através da internet, cerca de 2,2 milhões de usuários. Tal número elevado chama a atenção dos cibercriminosos no Brasil, que produziram em 2010 cerca de 36% de todos os trojans bancários circulantes no mundo.

Uma das versões do trojan, detectada como Trojan.Win32.Cossta.raf foi majoritariamente detectada em Portugal, desde seu aparecimento em 6 de janeiro passado.

Já o Trojan.Win32.Cossta.rew, detectado desde o dia 20 de janeiro também afeta majoritariamente usuários portugueses.

Até em Angola

Os ataques dos cibercriminosos brasileiros contra instituições financeiras de Portugal tem também chegado a Angola. Como é comum haver clientes de bancos portugueses por lá, a Kaspersky tem registrado um aumento na detecção desses trojans. Um exemplo é o Trojan.Win32.Cossta.quj.

Como são os ataques

As técnicas empregadas para roubar clientes portugueses são basicamente às mesmas utilizadas no Brasil. Através do envio de uma mensagem de e-mail falsa (imagem acima) com muita engenharia social, o cibercriminoso tenta convencer a vítima a acessar um site ou baixar/abrir um arquivo, que após sua execução, começará a monitorar o computador no momento em que o usuário acessar a página do banco.

Esta falsa mensagem comunica um suposto procedimento investigatório. Depois de executado, o trojan irá baixar diversos arquivos para o computador infectado e irá se preparar para roubar as senhas de clientes de quatro grandes bancos portugueses. Além de roubar as credenciais bancárias, os trojans também têm funções de roubar as senhas de redes sociais como Facebook, do programa de mensagens Windows Live Messenger e dos e-mails Gmail, Hotmail e Live.com.

Com as credencias roubadas o dinheiro é desviado da conta bancária para contas de “laranjas” – pode haver brasileiros residentes em Portugal envolvidos no esquema malicioso, provavelmente vivendo ilegalmente no país. Os criminosos também podem tentar fazer uma transferência bancária para contas no exterior ou debitar o valor de compra de produtos na conta bancária comprometida.

Proteja-se

– Desconfie de mensagens solicitando cadastramento de algum serviço, supostas notificações judiciais ou policiais e supostos solicitações vindas do seu banco. Na dúvida, entre em contato com sua gerente ou atendimento eletrônico.

– Geralmente as mensagens de e-mails maliciosas enviadas pelos golpistas apresentam muitos erros de ortografia, em alguns casos também é possível identifica-las pelo uso do Português Brasileiro, especialmente em palavras como “usuário”, “senha”, “tela”, entre outras.

– Não clique em links recebidos em mensagens de e-mail, mesmo que enviados por seus contatos.

– Mantenha seu antivírus atualizado.

– Durante o acesso ao internet banking, se encontrar algo diferente, pare a operação imediatamente e comunique-se com seu banco.


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