Será que é hora de morar sozinho?

Se você pensa em conquistar seu espaço e tomar suas próprias decisões, deve estar pronto para encarar este novo passo também no aspecto financeiro.

Quinta-feira, 26 de Julho de 2012 - 17h27 | FINANÇAS PESSOAIS

Ter seu canto, cuidar das suas coisas. Poder dormir e acordar na hora em que bem quiser. Deixar a casa desarrumada (ou numa desordem que só você entenda), viajar de uma hora para outra, sem dar qualquer tipo de satisfação a ninguém. Para muitos, essas são algumas das vantagens da tão sonhada independência.

Porém, conquistá-la exige esforço extra e muito planejamento. Antes de pensar nesta alternativa como única saída para garantir seu próprio espaço, você deve avaliar bem os prós e os contras. Ninguém aqui quer desanimá-lo, mas será que este é, no momento, o caminho mais viável no seu caso?

Independência tem seu preço

Se você pensa em conquistar seu espaço e tomar suas próprias decisões, deve estar pronto para encarar este novo passo também no aspecto financeiro.

Afinal, ficaria fácil morar sozinho, mas continuar sendo bancado por seus pais... Essa solução estaria bem longe de uma independência propriamente dita, certo?

Por conta disso, é necessário colocar tudo na ponta do lápis. Você terá condições de bancar tudo sozinho? Já parou para pensar nos custos envolvidos?

Antes de declarar sua independência, você terá de reservar uma quantia para isso. Afinal, além das despesas com o imóvel (seja ele comprado ou alugado), você terá os gastos com reforma (em alguns casos), móveis e eletrodomésticos.

Já morando em seu novo lar, virão os custos mensais de condomínio (caso opte por apartamento), luz, água, telefone, gás, entre outros. Isso sem falar da contratação de alguém para lhe ajudar na limpeza da casa e nos cuidados com sua roupa.

Como você pode perceber, a decisão envolve planejamento. Para conseguir êxito no desafio, são necessários alguns requisitos mínimos: criatividade (para driblar as dificuldades e improvisar na economia), determinação (para seguir em frente nestes objetivos), organização (para manter sua casa e seus compromissos em ordem) e muito trabalho (afinal, é com ele que você poderá custear suas despesas).

Existem alternativas!

Para alguns, a necessidade de independência, de preservar seu espaço, vale tanto esforço; já para outros, existem alternativas melhores.

Nos dias de hoje, a idéia de repúblicas de estudantes tem se expandido e assumido um novo perfil, transformando-se em alternativa para quem já trabalha, e adquiriu certa maturidade tanto profissional quanto pessoal, para conseguir morar longe da família.

Neste caso, os custos se tornam menores, em razão da divisão cautelosa das despesas. Contudo, é preciso lembrar que, para esta alternativa efetivamente dar certo, é preciso uma boa dose de afinidade, sintonia e respeito entre os moradores. Caso contrário, o propósito de se ter certa independência cai por terra.

Voltando ao início

Vale lembrar que, seguindo uma tendência certamente contrária (na opinião de alguns) à independência financeira, alguns jovens têm optado por prorrogar o tempo de permanência na casa dos pais.

Engana-se quem pensa que estamos falando apenas dos universitários com menos idade! Incluem-se aqui os jovens perto dos 30 anos, muitas vezes profissionais bem-sucedidos e com boa remuneração, que optam por investir suas economias em novos cursos de especialização, em planos de previdência (já pensando numa aposentadoria tranqüila) e imóveis.

Desta forma, como acabam gastando menos, conseguem ainda manter seu veículo e aproveitar férias e fins de semanas com viagens e passeios.

É certo que, neste caso, não conquistam a tão sonhada independência, sujeitando-se, obviamente, às "regras" da casa. Mas, por outro lado, têm a possibilidade de garantir seu futuro de forma mais tranqüila: até ajudam nas despesas da casa, mas sem a carga de responsabilidade que teriam, se morassem sozinhos!

Isso sem falar que contam com o apoio e aconchego da família dia e noite. E muitos preferem curtir tudo isso por mais tempo!

Planeje-se!

E no seu caso, qual a melhor opção? Cabe a você refletir sobre a melhor maneira de alcançar esta meta: morar sozinho agora ou daqui a um tempo, viajar, investir na carreira, comprar carro ou imóvel etc.

Antes de tudo, é preciso planejamento, para colocar seu objetivo no papel e traçar meios para alcançá-lo, verificando os custos, as vantagens e as desvantagens.

É importante ter a consciência de que, por mais sorte que tenha em sua vida profissional e, conseqüentemente, na financeira, você precisará se programar para isso, o que leva certo tempo. Lembre-se: uma mudança deste tipo dificilmente acontece de um dia para o outro. Boa sorte!

Informações do portal Finanças Práticas.

Compartilhe:

* Todos os campos são obrigatórios.

Editoria: Finanças Pessoais

* Todos os campos são obrigatórios.